Tendência da automação em prédios eficientes

Tendência da automação em prédios eficientes

Artigo de Aurea Vendramin, professora de pós-graduação do IPOG – MBA Construções Sustentáveis e Edifícios Inteligentes, explora os benefícios da Internet das Coisas em ambientes comerciais

A grande vantagem da Internet das Coisas (IoT) é permitir o controle descentralizado de sensores e, para uma edificação ser eficiente, não há nada melhor que um bom controle. Logo, é aí que “dá match”, descreve a engenheira Flavia Bartkevicius. Entre essas atividades, a automação através de sensores que funcionam tanto na rede mundial de computadores quando em redes LPWAN (redes amplas de baixa potência) permitem um melhor controle do consumo de itens essenciais como gás, água e energia.

Atualmente, é possível até mesmo dar partida remota em geradores e outros atuadores ou aplicar a Inteligência Artificial para otimizar o consumo de acordo com as preferências do usuário da edificação, facilitando o entendimento ao empreendedor que o desenvolvimento sustentável, a capacidade de utilizar os recursos oriundos das novas tecnologias incorporadas nos edifícios e os benefícios decorrentes destes sistemas, resultam em redução econômica no ciclo de vida do edifício, protegendo a natureza sem comprometer a disponibilidade desses elementos para as gerações futuras.

Experenciamos uma abordagem em consultorias para a integração. Cada edifício é único; por isso, é importante verificar de perto o portfólio no local e considerarmos o que o empreendimento deseja alcançar com uma solução de construção inteligente, quais métricas desejamos medir, enfim, reduzir o consumo de energia, aumentar a manutenção eficiente, gerenciar melhor as necessidades do edifício, assim melhorando o conforto ao usuário.

Devem ser analisados quais sistemas são utilizados hoje, quais tipos de dados você tem acesso (ou seja, BMS, medidores de edifícios, sub-medidores, sensores IEQ, segurança), os equipamentos que possuem controles digitais, que têm protocolos padronizados para qualquer tipo de equipamento, entre outros.

Estratégia, design e implementação do controle e automação são essenciais na primeira fase para uma avaliação bem-sucedida, pois economizará tempo, dinheiro e frustração; o desejo de reduzir despesas operacionais; garantirá a conformidade regulatória ou obterá uma vantagem sobre a concorrência. Somente por meio de soluções adequadas de construção inteligente será possível atingir estes objetivos.

A Internet das Coisas representa um movimento em constante evolução de mudanças profundas na forma como os seres humanos interagem com as máquinas, informações, e até mesmo uns com os outros. O movimento IoT emergente está impactando virtualmente todos os estágios da indústria e quase todas as áreas do mercado – das matérias-primas à produção, distribuição e até mesmo o consumo de bens finais.

Maior conectividade e automação apresentam um imenso valor comercial, o espectro de inovação é amplo, mas mesmo a integração limitada pode render resultados valiosos.

O empreendedor não precisa exagerar e investir demais no desafio. Se você está visando reformar ou implantar “prédios eficientes”, tecnologia zero energy, você tem a oportunidade de agir agora e fazer abordagem business-as-usual.

Adote uma abordagem estratégica, envolvendo o consultor de prédios eficientes, definindo uma estrutura e, em seguida, coloque seu plano em ação, desenvolvendo técnicas e riscos, além de capacidades de gestão que garantirão suas instalações inteligentes. Aproveite esta janela de oportunidade!

Artigo de Aurea Vendramin, PhD. arquiteta, urbanista e engenheira civil. Pós doutora em Eficiência Energética e Energia Renovável e doutora em Engenharia e Ciências dos Materiais pela Universidade Federal do Paraná. Coordenadora do departamento de Controle e Automação – Instituto de Engenharia SP, membro do Comitê Técnico Green Building Council Brasil (GBC) e do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Professora de pós-graduação do IPOG – MBA Construções Sustentáveis e Edifícios Inteligentes,  de pós-graduação na Universidade Mackenzie e na Universidade Belas Artes, em São Paulo. É também coordenadora do projeto Prédio Eficiente da Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside).

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