A Thymos Energia, consultoria de negócios do país especializada no setor de energia, projeta que os contratos de autoprodução de energia deverão movimentar cerca de 1 gigawatt-médio (GWm) de energia em 2025. A modalidade tem se consolidado como um dos principais impulsionadores da expansão de fontes renováveis no Brasil. Além de habilitar a transição energética para grandes e médios consumidores.
“A autoprodução tem um papel essencial na transformação do setor elétrico brasileiro. Ela amplia a participação de fontes renováveis e atende à busca pelo uso de energia limpa. Percebemos uma crescente procura pelos consumidores de até 10 MWm por essa estrutura”, diz Jovanio Santos, diretor de Novos Negócios da Thymos Energia.
A busca por fontes de energia renovável tem levado grandes empresas a procurarem a autoprodução. A modalidade se destaca como uma solução estratégica para gerar a própria energia e fortalecer compromissos ambientais, em linha com metas de ESG (Ambiental, Social e Governança na sigla em inglês). Segundo Santos, entre os destaques, estão clientes ultra-eletrointensivos, como data centers.
“A autoprodução de energia tem sido estruturada majoritariamente via fonte eólica ou solar. Mas, o mercado tem se adaptado e notamos ofertas de fontes hídricas também. Essa é uma oportunidade interessante, considerando o cenário de desafios operacionais do Sistema Integrado Nacional e a mitigação de riscos para geradores e consumidores”, afirma Santos.
A Thymos Energia tem desempenhado um papel fundamental na estruturação de projetos de autoprodução. Nos três últimos anos, viabilizou a implantação de mais de 2 GW de capacidade instalada estruturados nesse modelo, representando 40% do total desenvolvido dentro dessas características no país.
A consultoria atua desde a análise de viabilidade até a negociação de contratos e suporte regulatório, atendendo setores como celulose, siderurgia, data centers e petroquímica, que devem liderar essa expansão em 2025.
“Para que a autoprodução alcance seu potencial máximo, é essencial um planejamento estratégico bem estruturado e uma gestão eficiente em todas as etapas do processo. Isso garante viabilidade econômica e segurança para os investidores”, diz Santos. Com esse avanço, a autoprodução de energia reforça o papel do investimento privado na transição energética do Brasil. E torna o setor elétrico mais sustentável e competitivo.