Mesmo na comparação com o período pré-pandemia, o consumo de energia no Brasil cresceu 1,4% em janeiro
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Mesmo na comparação com o período pré-pandemia, o consumo de energia no Brasil cresceu 1,4% em janeiro

Impactada pelas medidas restritivas para sua vazão, geração da usina de Belo Monte recuou 56%

O consumo de energia elétrica no início de 2021 demonstrou sinais robustos de crescimento, mesmo quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando o País não sentia ainda os impactos da pandemia de Covid-19. No mês de janeiro, o indicador registrou alta de 1,4% em relação a 2020.

A geração, com base nos dados prévios, também evoluiu, cerca de 1,9%, já considerando o volume de 871,22MW médios de energia importada no período. Os dados integram o InfoMercado Quinzenal, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O mercado livre, no qual geradores, comercializadores e consumidores podem negociar preços e condições contratuais bilateralmente entre si, apresentou uma alta de 9,1% do consumo na comparação anual, mantendo uma trajetória de expansão registrada desde agosto de 2020.

Enquanto isso, o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), em que toda a compra e venda de energia passa pelas distribuidoras, reverteu o resultado de dezembro e teve queda de 1,9%.

Boa parte desse resultado se deve à migração de consumidores que saíram do mercado regulado e passaram a adquirir seu fornecimento no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Se desconsiderarmos as migrações entre os ambientes no período de janeiro de 2020 até o mesmo mês deste ano, é possível observar uma neutralidade no consumo de energia para o mercado regulado, com 0,3% de aumento, e uma elevação um pouco menor, de 4%, para o ACL.

Os dados, embora ainda prévios, indicam que janeiro concentrou um maior volume de adesões ao mercado livre do que qualquer outro mês de 2020. Foram adicionadas 683 novas cargas especiais, a grande maioria de pequeno porte, com consumo de até 0,2MW médios.

Ramos de atividades e Estados

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o consumo de energia no primeiro mês de 2021 apresentou crescimento de setores considerados eletrointensivos, como extração de minerais metálicos (16,6%), têxteis (12,1%), minerais não-metálicos (10,7%) e metalurgia e produtos de metal (6,9%).

Na outra margem do ranking, estão os ramos de transportes (-6,8%) e serviços (-9,6%). Considerando o período de férias escolares, estes setores permanecem especialmente afetados pela lenta recuperação da pandemia.

O Amazonas, sob os efeitos da quarentena imposta desde o dia 15 para controlar a pandemia de Covid-19, registrou queda de 12,9% no consumo em janeiro. Outros estados, como Rio Grande do Sul (-10%), Rio Grande do Norte (-9%) e Acre (-8%) também apresentaram quedas significativas. Destaque para o crescimento de 11% no consumo do Espírito Santo impulsionado pelo crescimento do ACL, especialmente o ramo industrial, com destaque o setor de minerais não-metálicos.

Geração de Energia

Do ponto de vista da geração, destaque para as usinas eólicas, que apresentaram um aumento expressivo, da ordem 98,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse salto, de acordo com a CCEE, tem duas causas principais: o crescimento da capacidade instalada da fonte de um ano para outro e o cenário meteorológico que levou as eólicas da região Nordeste a ter uma produção muito abaixo da esperada em janeiro de 2020.

Em relação às demais fontes, foi verificada uma redução de 9,3% por parte das hidrelétricas, um crescimento de 18,9% das fotovoltaicas e uma alta de 18% das térmicas.

Vale mencionar ainda a hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu. Devido às restrições operativas determinadas para a sua defluência, a usina produziu 56% menos energia do que em janeiro de 2020. No começo do ano passado, a UHE representava 6,4% da geração no Sistema Interligado Nacional (SIN). Em janeiro de 2021, passou a representar apenas 2,7%.

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